Larian recua e afirma que não usará GenAI em arte e texto no desenvolvimento de Divinity

Após polêmica envolvendo uso de inteligência artificial generativa, Larian Studios afirma que não utilizará GenAI para arte ou texto em Divinity.

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1/10/20262 min ler

A Larian Studios, estúdio responsável por Baldur’s Gate 3, vencedor do GOTY, e pela franquia Divinity, acabou se tornando um dos principais nomes no debate atual sobre o uso de inteligência artificial generativa (GenAI) no desenvolvimento de videogames.

Após admitir publicamente que vinha explorando ferramentas de GenAI em seus processos internos, o estúdio passou a enfrentar críticas de jogadores, artistas e profissionais da indústria. A discussão ganhou força não apenas por questões criativas, mas também por preocupações éticas, ambientais e trabalhistas — temas que seguem dividindo opiniões dentro do setor.

Críticas, comparações e desgaste público

Parte da reação negativa veio do fato de que muitas empresas evitam falar abertamente sobre o uso de GenAI, enquanto a Larian optou pela transparência. Para alguns, isso foi louvável; para outros, acabou expondo o estúdio a um desgaste que poderia ter sido evitado.

O debate se intensificou com comparações a outros casos recentes, como o de Clair Obscur: Expedition 33, que foi removido de uma premiação após mentir sobre o uso de IA generativa. Isso colocou ainda mais pressão sobre a Larian para esclarecer seus limites e práticas.

Swen Vincke esclarece posição do estúdio

Diante da repercussão, Swen Vincke, CEO da Larian Studios, decidiu se pronunciar diretamente no Reddit, deixando claro que o estúdio não utilizará GenAI na criação de artes conceituais nem na geração de textos em Divinity.

Segundo Vincke, o uso da tecnologia fez parte apenas de uma fase inicial de exploração de ideias:

“Era apenas parte da exploração de conceitos, mas não usaremos ferramentas de GenAI ao longo de todo o desenvolvimento de artes conceituais.”

Além disso, ele reforçou que qualquer uso futuro de IA estaria condicionado a um ponto crucial:
as ferramentas precisariam ser treinadas exclusivamente com material próprio da Larian, sem uso de bancos de dados externos.

Equipe de narrativa reforça compromisso criativo

A preocupação com a integridade artística também foi abordada pelo setor de narrativa do estúdio. O diretor de escrita de Divinity afirmou categoricamente que:

“Nenhum diálogo, entrada de texto ou qualquer escrita de Divinity passou por geração textual de IA.”

A declaração busca tranquilizar fãs que temiam que decisões narrativas — um dos pontos mais fortes da Larian — pudessem ser impactadas pelo uso de inteligência artificial.

Indústria segue dividida sobre GenAI

O caso da Larian mostra como o tema da IA generativa ainda está longe de um consenso na indústria dos games. Enquanto alguns estúdios defendem seu uso como ferramenta auxiliar, outros veem a tecnologia como uma ameaça direta ao trabalho criativo humano e à sustentabilidade do setor.

Ao recuar publicamente, a Larian se posiciona de forma mais alinhada ao discurso que valorizou Baldur’s Gate 3: foco em autoria, narrativa densa e trabalho artesanal.

E você, leitor?
Acha que a Larian fez certo em recuar?
Ou a GenAI pode coexistir com a criação artística nos games?

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